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Oxigênio Aceleradora
Inovação e Tecnologia

O que são agritechs e como atuam? Descubra

Publicado por Oxigênio Aceleradora em novembro 25, 2022 | Atualizado em dezembro 21, 2022
7 minutos para ler

Toda empresa tem o propósito de conquistar vantagem competitiva, diferenciar-se da concorrência e ter tracionamento, concorda? Para alcançar esses objetivos, é preciso utilizar inovação e tecnologia. No agronegócio, essa regra também é válida. Nesse contexto, surgiram as agritechs.

Essas startups de tecnologia voltadas para a cadeia produtiva do campo buscam o aumento da eficiência e da produtividade. Com isso, também geram a redução de custos e a oportunidade de atingir novos mercados — até mesmo o exterior.

Isso é especialmente importante em um mercado em franca expansão. Em 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do agro teve um aumento de 8,36%. Em 2022, a expectativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é de uma alta de 2,8%.

Enquanto isso, as agritechs já captaram R$ 54,7 milhões em 10 rodadas de investimentos feitas em 2022. Em 2021, essas startups atingiram R$ 109,2 milhões em 34 negociações.

Esses dados demonstram que esses negócios vêm ganhando relevância. Então, que tal saber mais sobre eles? Neste post, vamos explicá-los melhor. Continue lendo!

Sumário

  • O que são agritechs?
  • Como as agritechs atuam?
  • Quais são os principais exemplos desse modelo?
  • Qual é a diferença das agritechs para empresas tradicionais?
  • Quais os diferenciais desse modelo de negócio?

O que são agritechs?

As agritechs são startups de tecnologias que focam o trabalho no campo. Por isso, buscam aperfeiçoar toda a cadeia produtiva do agronegócio por meio da inovação e da modernização de processos.

Basicamente, esse termo se refere à união de agropecuária e tecnologia. Assim, é possível obter melhores resultados com o auxílio dos equipamentos, ferramentas e softwares certos. Portanto, esse trabalho é maior do que a mecanização do campo, a fabricação de fertilizantes modernos e a modificação genética de sementes.

O objetivo é assegurar toda uma inovação nos processos, chamada por algumas pessoas como a 3ª Revolução Verde. Afinal, a tecnologia também permite realizar uma produção mais sustentável e eficiente, com uma abordagem precisa. Dessa forma, os desperdícios são evitados e os resultados obtidos são melhores.

Dentro deste cenário, várias soluções podem ser apresentadas e utilizadas em uma agritech. Por exemplo:

  • drones via satélite;
  • redes de sensores para fazer o rastreamento de animais;
  • plataformas de previsões meteorológicas para se preparar para imprevistos e evitar perdas. Essa tecnologia ainda torna a produção mais rentável e saudável;
  • controle de calor;
  • gestão do solo;
  • softwares inteligentes para prevenir pragas e doenças.

Como as agritechs atuam?

O grande foco dessas startups é fornecer soluções relevantes que permitam tomar decisões baseadas em dados. Ou seja, estabelece-se uma cultura data driven. A partir disso, o produtor — mesmo o de pequeno porte — consegue otimizar sua gestão e reduzir as perdas na cadeia de valor. Ao mesmo tempo, isso se transforma em aumento da renda.

Para chegar a esse patamar, a agritech foca a agricultura de precisão. Essa é a principal área de atuação, porque essa solução permite fazer um controle rígido de toda a cadeia produtiva. Assim, ela abrange desde o acompanhamento do estoque até o monitoramento em tempo real.

Para efetivar a agricultura de precisão, a agritech também utiliza softwares de gestão da produção agropecuária e soluções de Internet das Coisas (IT) e análise de dados. Ainda existe potencial para desenvolver melhorias nos segmentos de novel farming e biotecnologia.

Quais são os principais exemplos desse modelo?

No Brasil, existem várias agritechs. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), essas empresas ocupam o 3º lugar entre os setores mais comuns de startups, representando 11,8% do total.

Em relação a esse setor, há 299 agtechs, como também são chamadas. Dessa quantidade, 54,1% estão em fase de ignição e 47,1% já receberam investimentos. Portanto, em números, elas são mais representativas do que as HR Techs, por exemplo.

Devido a esse motivo, existem vários exemplos de sucesso. Entre eles estão:

  • Pragas.com: é uma startup voltada para o desenvolvimento de soluções que ajudam a reduzir custos, executar pesquisas agrícolas e acelerar o controle de pragas;
  • Um Grau e Meio: busca manter a elevação da temperatura na terra inferior a 1,5ºC para aumentar a sustentabilidade e evitar consequências negativas ao meio ambiente;
  • ManejeBem: oferece uma rede de conexão entre técnicos, produtores e indústrias para realizar uma agricultura mais sustentável. Para isso, usa uma metodologia própria para diagnosticar unidades de produção, garantir a assistência técnica agrícola e capacitar agricultores;
  • Trace Pack: tem sistemas de gestão de colheita florestal 4.0 e de maquinários agrícolas 4.0. Com isso, fornece dados em tempo real para aumentar a sustentabilidade;
  • VOA: protege as lavouras contra pragas e doenças devido a um monitoramento preciso. Ainda garante a aplicação de agentes biológicos e fertilizantes, e o uso racional de pesticidas.

Qual é a diferença das agritechs para empresas tradicionais?

As empresas tradicionais do setor do agronegócio já visam ao aumento da produtividade e da eficiência. Também oferecem algum nível de tecnologia. No entanto, ainda há muitas perdas no campo, o que prejudica a rentabilidade do produtor rural.

Vários motivos levam a esse cenário. Entre os principais estão:

  • questões climáticas, como estiagem ou chuvas em excesso;
  • falta de aproveitamento do solo por falta de manejo adequado;
  • utilização de maquinário inapropriado.

Com as agritechs, a tecnologia tem uma contribuição primordial. Por isso, consegue trazer vários benefícios. Por exemplo, reduz a diferença entre a área plantada e colhida, permite reaproveitar o solo e diminui os impactos ambientais da produção bovina.

Assim, também gera mais controle sob o cap table. Da mesma forma, vários indicadores são acompanhados e monitorados, o que gera a eficiência e a precisão nas tomadas de decisão.

Quais os diferenciais desse modelo de negócio?

Por focar na tecnologia, as agritechs contribuem de maneira significativa para o agronegócio. O potencial de evolução é grande, sendo que várias soluções podem ser implementadas. Algumas delas são:

  • aplicações que utilizam e disponibilizam a internet 4G;
  • integração com a comunicação sem fio;
  • aplicações de IoT;
  • blockchain;
  • aplicações de computação em nuvem;
  • máquinas agrícolas autônomas;
  • aplicações de big data, analytics e mais;
  • imageamento via satélite;
  • algoritmos inteligentes;
  • análises avançadas;
  • inteligência artificial (IA).

Todos esses aspectos são diferenciais e tendências tecnológicas para os próximos anos. Em certa medida, já são aplicados por grandes produtores. No entanto, a ideia das startups voltadas para o agronegócio é facilitar o acesso a essas soluções.

Portanto, o grande benefício é garantir melhores resultados. Tanto é que, nos últimos 30 anos, o aumento da produtividade foi de 159% devido à inovação. Somente a produção de carne registrou uma alta de 122%.

Sem as soluções tecnológicas, seria necessário ter uma área maior de pastagem. No total, a quantidade extra deveria chegar a 280,2 milhões de hectares. Com as agritechs, os dados devem melhorar. Assim, deve-se produzir ainda mais, inclusive com diversificação.

E você, gostou de entender mais sobre o cenário das startups do agronegócio? Compartilhe este post nas suas redes sociais e mostre esse contexto para outras pessoas.

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