O que é autogestão e como estimular na startup?
Se você é empreendedor e quer administrar a sua startup de forma mais colaborativa e democrática, precisa entender o que é autogestão e por que esse formato pode ser tão benéfico para toda a empresa.
A autogestão pressupõe a tomada de decisão coletiva e prevê a participação ativa de todos os membros da equipe, sem a necessidade de hierarquias rígidas ou autoridades centrais. Esse modelo valoriza a autonomia e a igualdade, promovendo um ambiente de trabalho mais engajado.
Podemos dizer que a autogestão é uma excelente opção para empresas com equipes pequenas e ágeis, que precisam ser capazes de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado. Ficou interessado? Então, continue a leitura. Neste artigo, explicamos o que é autogestão, quais são as suas características e, principalmente, o que você precisa fazer para colocá-la em prática!
Sumário
O que é autogestão?
Autogestão é um sistema que se baseia na participação e na tomada de decisão coletiva. Nesse formato, não existe uma hierarquia engessada, com autoridades em diferentes níveis. Ao contrário, o que se busca é fomentar a autonomia dos integrantes da empresa e compartilhar responsabilidades. Por isso, a autogestão é uma forma de gestão horizontal em que todos os membros têm igualdade de poder e voz nas decisões.
As principais características da autogestão são:
- participação ativa: todos são estimulados a participar ativamente das decisões e do funcionamento da empresa, independentemente do seu cargo ou posição hierárquica;
- tomada de decisão coletiva: a colaboração está presente na tomada de decisões e, por meio de diálogos e debates entre os membros da equipe, busca-se sempre chegar a um consenso;
- autonomia: as pessoas têm autonomia para tomar decisões relativas às suas tarefas, sem a necessidade de autorização ou supervisão constante;
- igualdade: todos são considerados iguais em termos de valor e importância para a empresa, independentemente do cargo ou posição hierárquica;
- colaboração: empresas que adotam a autogestão valorizam mais a colaboração e incentivam a troca de conhecimentos e experiências;
- transparência: um ponto fundamental para que autogestão funcione é a transparência, pois é necessário que todos tenha acesso às informações relevantes para que seja possível compartilhar aspectos como tomada de decisões, autonomia e colaboração;
- responsabilidade compartilhada: o menor nível de hierarquia nas empresas que adotam a autogestão não resulta em diminuição das responsabilidades, na verdade, o que acontece é o contrário. Todas as pessoas que fazem parte da organização compartilham a responsabilidade pelo sucesso e pelo fracasso, e isso fortalece o vínculo e o engajamento.
Por que incorporar esse modelo de gestão?
As características do modelo de autogestão já demonstram que esse formato favorece a democracia e a colaboração. Mas existe um conjunto de bons motivos para que as startups considerem adotar esse formato. Confira!
- Agilidade e flexibilidade: na autogestão, a autonomia e a responsabilidade compartilhada fazem com que a empresa se torne mais ágil e flexível, porque não há esferas mais burocráticas (comuns nas organizações com gestão tradicional) de aprovação.
- Estímulo à inovação: devido à participação ativa e à colaboração, existe mais espaço para receber ideias e soluções. O resultado é uma equipe mais inovadora e criativa, algo que faz toda a diferença em uma startup.
- Cultura organizacional fortalecida: as características da autogestão demonstram o seu potencial para a construção de uma cultura organizacional consistente e que coloque em prática a colaboração e transparência. Como resultado, é verificado um maior engajamento com níveis superiores de satisfação e motivação.
- Responsabilidade e comprometimento: outro benefício da autogestão está na maior responsabilidade que todas as pessoas da empresa assumem, ou seja, as equipes são mais comprometidas com os resultados.
Esses benefícios podem ajudar a startup a se tornar mais competitiva e a crescer de forma mais sustentável.
Como estimular a autogestão na startup?
Agora que você já sabe o que é autogestão, esse modelo combina com o perfil da sua startup? Se parece compatível com a sua visão, está na hora de começar a incorporar algumas ações para colocar esse sistema em prática.
É possível estimular a autogestão para que as equipes comecem a exercitar aspectos como a colaboração e a autonomia. Com o tempo, essas atitudes estarão incorporadas à cultura da empresa. Veja algumas dicas para iniciar essa transição!
1. Alinhe objetivos
Para haver autogestão é necessário que todos compartilhem os mesmos objetivos. Isso é primordial. Comece, portanto, pela visão, missão e valores — que é tripé que todos devem buscar cumprir no dia a dia.
O alinhamento também diz respeito às questões estratégicas para a empresa e, de forma geral, engloba qualquer meta prevista para o negócio. A ideia é que as equipes conheçam o propósito e saibam exatamente para onde a startup está indo, ou seja, o que se deseja alcançar.
2. Estabeleça responsabilidades
Outra premissa da autogestão é a responsabilidade. Nesse sentido, é necessário estabelecer, primeiro, o papel de cada pessoa dentro da empresa. Só isso já vai evitar conflitos e ineficiências. A partir das atribuições específicas é que as responsabilidades se manifestam.
Em maior escala, procure demonstrar para todos que o desempenho e a responsabilidade individual faz parte de um objetivo mais amplo, impactando a empresa como um todo.
3. Desenvolva uma comunicação transparente
A comunicação transparente precisa funcionar bem em uma empresa gerida por meio da autogestão. Sem isso, fica difícil que o modelo funcione corretamente, até porque a informação é o insumo básico para que as coisas se concretizem.
Incorpore o hábito de dar transparência às informações e às ações. Também é importante estimular que as pessoas se comuniquem melhor, a fim de compartilhar ideias, sugestões e feedbacks construtivos.
4. Flexibilize horários
Hoje, a flexibilidade é uma questão importante e não há por que negar isso a profissionais que assumem responsabilidades, não é mesmo? Avalie se faz sentido para as operações da sua startup flexibilizar horários. A ideia é que as pessoas estejam comprometidas com os resultados e que sejam capazes de fazer a gestão do tempo para atingir os objetivos conforme o combinado.
5. Ofereça autonomia
Como já foi comentado, a autonomia é uma das características da autogestão. Elevar a liberdade na empresa quanto à tomada de decisões, conforme as responsabilidades específicas de cada um, e quanto à execução das tarefas é algo bem-vindo. O profissional que está comprometido em alcançar resultados sabe o que precisa ser feito e pode solucionar uma série de questões sem ter que enfrentar muita burocracia para isso.
6. Incentive a participação, a criatividade e a inovação
A autogestão permite que o seu time possa contribuir com suas ideias e soluções, portanto, é importante que a startup promova um ambiente criativo e inovador. Ao estimular a participação, as chances de que a sua empresa desenvolva novas soluções para o mercado aumentam. E, claro, esse é um ganho que será incorporado à cultura organizacional.
7. Invista em desenvolvimento
O lifelong learning e a autogestão andam juntos. A capacidade de contribuição das pessoas aumenta à medida que o conhecimento evolui. O papel da startup, nesse sentido, é o de investir em desenvolvimento, para que as equipes continuem se aprimorando quanto às suas competências e habilidades.
Compreender o que é autogestão e como aplicá-la pode ser um passo importante para startups que buscam um modelo de gestão mais inovador e participativo, capaz de estimular a criatividade, a colaboração e o comprometimento do time.
Saber o que é autogestão vai ajudá-lo a definir os rumos do seu negócio. Mas nós temos um monte de outros temas para compartilhar com você. Que tal assinar a nossa newsletter para receber outros conteúdos do seu interesse?!
